terça-feira, 9 de outubro de 2012

AZTECAS

POEMA
Até o jade se parte,
Até o ouro se dobra,
Até a plumagem do quetzal se despedaça…
Não se vive para sempre na terra!
Duramos apenas um instante!
 
POEMA
O rio passa, passa
E nunca cessa.
O vento passa, passa
E nunca cessa.
A vida passa:
Nunca regressa.
 
Fonte: Poemas Ameríndios – poemas mudados para português por HERBERTO HELDER.


segunda-feira, 1 de outubro de 2012

As Igrejas Rupestres de Ivanovo

 
 
 


Exemplo de uma pujante cultura monástica durante a Idade Média e da elaborada arte da famosa “Escola de Tarnovo, as igrejas rupestres de Ivanovo (em búlgaro: Ивановски скални църкви, Ivanovski skalni tsarkvi), são um grupo de igrejas monolíticas, capelas e monastérios rupestres de rocha sólida, localizado próximo à cidade de Ivanovo, a 20 quilômetros ao Sul de Rousse, nos bancos rochosos de Rusenski Lom, 32 metros acima do rio.

Famosas pelos seus belos e bem preservados afrescos, as cavernas da região foram habitadas pelos primeiros monges eremitas a partir do sec. XIII, quando foram encontradas pelo futuro Patriarca da Bulgária, Yoakim (Joaquim), que as ampliou, dando origem a uma colónia de conventos, bem no alto dos rochedos, relativamente a salvo de “visitantes indesejados.

A comunidade cresceu rapidamente, devido sobretudo às doações financeiras dos czares búlgaros (principalmente Ivan Assen II (1218-41), e Ivan Alexander (1331-71), e de grande parte da nobreza, sendo por isso possível que durante os sec. XIII e XIV, grandes artistas, de que infelizmente a tradição não conservou os nomes, pintassem as inúmeras igrejas e capelas, deixando para a posteridade um exemplo magnífico da pintura búlgara medieval.

Grande parte das pinturas murais estão hoje destruídas ou extremamente degradadas, mas ainda podem ser observadas em 5 igrejas, como a Capela do Arcanjo Miguel, o Batistério, a Igreja de Gospodev (Vale do Senhor), a Igreja de São Teodoro e a igreja principal.

Apesar da irregularidade das superfícies, os artistas da igreja de Ivanovo, a quem os locais chamam simplesmente “a Igreja”, e onde se encontram algumas das pinturas mais significativas, conseguiram criar uma certa vivacidade nas figuras ali representadas, dotando-as de uma gestualidade própria e específica, mais próprias da chamada “escola de pintura de Tarnovo”, do que da pintura bizantina então dominante.

A “igreja” que mede cerca de 12 metros de comprimento, foi cuidadosamente talhada na rocha e compõe-se de três partes: o corpo central (nave), o pórtico (nártex) e a capela, estando as suas paredes, antigamente, completamente revestidas de pinturas murais, podendo apreciar-se numa delas, o czar Ivan Alexander fazendo a entrega simbólica da igreja a Maria, Mãe de Deus. 

Abundam também motivos da Antiguidade, entre os quais se contam cariátides nuas, colunas apoiadas em corpos de leões e máscaras. O mesmo se passa nas pinturas murais da antiga capital, Tarnovo, e na igreja de Bojana.

Nas celas dos monges, que no seu apogeu, chegaram a ser 300, ainda se conservam muitas das inscrições seculares gravadas na pedra, incluindo as do monge Ivo Gramatik que datam de 1308 e 1309.

Por uma destas inscrições, ficamos a saber que o czar Ivan Terter (1279-1292), ali passou o resto da sua vida e ali foi enterrado.

As igrejas rupestres de Ivanovo foram classificadas como Património da Humanidade pela UNESCO, em 1979.

 
 

Além deste conjunto de igrejas, a Bulgária tem mais 8 locais aprovados pela Unesco: Igreja de Boyana, Cavaleiro de Madara, Túmulo Trácio de Kazanlak, Mosteiro de Rila, Cidade Antiga de Nessebar, Reserva Natural de Srebarna, Parque Nacional Pirin e Túmulo Trácio de Sveshtari.
 Fontes : www.wikipedia.org
Jornal O Público – Tesouros da Humanidade e da Natureza
Imagens: www.wikipedia.org
 


sábado, 29 de setembro de 2012

Património Mundial e Cultural da Humanidade


Fundada em Novembro de 1945, a UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), tem como objectivo contribuir para a paz e segurança no mundo mediante a educação, a ciência, a cultura e as comunicações.
Uma das suas atividades iniciais no campo da cultura foi a Campanha da Núbia, lançada em 1960 com o objectivo de salvaguardar o Grande Templo de Abu Simbel e vários outros complexos arquitectónicos no Egipto, da destruição inevitável que a construção da Barragem de Assuão lhes causaria.
O trabalho da Organização sobre o Património levou à adopção, em 1972, da Convenção sobre a Protecção do Património Mundial Cultural e Natural, através de um tratado internacional que envolve mais de 150 países. O Comité do Património Mundial foi criado em 1976 e as primeiras classificações inscritas na Lista do Património Mundial em 1978.
O programa de classificação visa catalogar e preservar locais de excepcional importância cultural ou natural, obras incontornáveis e recantos do Globo onde a natureza ou a mão humana geraram paisagens e obras que fazem parte da nossa herança colectiva.
Os locais da lista podem obter fundos do World Heritage Fund sob determinadas condições.
A conservação do património mundial é um processo contínuo. Se um país não protege os locais inscritos, corre o risco de que esses locais sejam retirados da Lista do Património Mundial. Os países devem informar periodicamente o Comité do Património Mundial sobre o seu estado de conservação.
Se o comité do Património Mundial é avisado sobre possíveis perigos para um sítio, ele é incluído na Lista do Património Mundial em Perigo, com o fim de chamar a atenção mundial sobre as condições, naturais ou criadas pelo homem, que ameaçam as características pelas quais inicialmente se inscreveu o lugar na Lista do Património Mundial
Em 2011, faziam parte desta lista cerca de 936 lugares, sendo 725 culturais, 183 naturais e 28 mistos, em 153 países diferentes.
Fazendo, portanto, parte da nossa História ao longo dos séculos, incluirei alguns destes locais nas minhas próximas mensagens, dentro da rubrica “Lugares com História”, começando pelas Igrejas Rupestres de Ivanovo, na Bulgária, onde se pode apreciar a pintura búlgara medieval no seu melhor.
Fontes e imagem: www.wikipedia.org

sábado, 22 de setembro de 2012

O Equinócio do Outono

A palavra equinócio vem do latim, aequus (igual) e nox (noite), e significa "noites iguais", ocasiões em que o dia e a noite duram o mesmo tempo. Ao medir a duração do dia, considera-se que o nascer do Sol (alvorada ou dilúculo) é o instante em que metade do círculo solar está acima do horizonte, e o pôr do Sol (crepúsculo ou ocaso) o instante em que o círculo solar está metade abaixo do horizonte. Com esta definição, o dia e a noite durante os equinócios têm igualmente 12 horas de duração.

Os equinócios ocorrem nos meses de março e setembro quando definem mudanças de estação.

Nas culturas pré-cristãs, o culto associado ao Equinócio de Outono era baptizado com o nome da divindade celta "Mabon" e corporizava uma das épocas de festa na roda do tempo. O nome Mabon veio de um dos deuses Celtas (também conhecido como Angus), o Deus do Amor.

A poesia celta, em especial a dos tempos mais antigos, celebrava principalmente a Natureza, e no poema irlandês do sec. XI, intitulado “As Quatro Estações”, o Outono é assim descrito:

 - Era uma vez um senhor chamado Athairne, que no Outono andava de jornada e chegou a casa do seu irmão de leite Amhairghen. Aí passou a noite e na manhã do dia seguinte aprestou-se para partir. Mas Amhairghen para o deter, disse-lhe:

 

O Outono é uma boa estação para gozar o sossego e a paz.

Para todos há trabalho que baste e os dias ainda contam muitas horas de sol.

Os gamos malhados, nascidos da corça, acham abrigo nas moitas vermelhas dos fetos do bosque.

Ao soarem os guizos do rebanho de corças, os veados machos correm dos outeiros.

Nos bosques espessos é grande a fartura de doces bolotas.

Por toda a lonjura da terra castanha se alongam searas de aveia e cevada.

No pátio em ruínas crescem as ervas e moitas espinhosas de bagas silvestres.

E pelo chão se espalha fruta de sumo, madura e pesada.

Grandes avelãs, de bom sabor, pendem aos cachos de aveleiras velhas e bem alinhadas.

 

Autor desconhecido

 

Fontes:


astral.sapo.pt

Morais, José Domingos – “A Perfeita Harmonia” Poemas Celtas da Natureza.