quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Os meus "patudinhos"




Olá amigos,

Lá estou eu, de novo, em falta com as mensagens para o blog, mas por uma boa causa…
No dia 2 deste mês, encontrei no contentor do lixo 6 cachorrinhos com dois ou três dias de nascença, dos quais apenas dois (um macho e uma fêmea) se encontravam vivos e que trouxe comigo.
A partir daí fiquei sem tempo para mais nada a não ser alimentá-los noite e dia, mas valeu a pena! Estão lindos nas suas quatro semanas de vida…e já consigo ter algum tempo livre.
As fotografias que junto, foram tiradas uma semana depois de os ter recolhido, mas este fim de semana irei actualizá~las.
Pela amostra, serão grandes, o macho já pesa 1,600Kgs é vivo mas calmo, ela, ao contrário é rezingona e pesa 1,200Kgs.
Ainda darão algum trabalho, mas a f ase mais crítica já passou e creio que poderei voltar ao blog em breve.
Até lá, o meu agradecimento a todos por continuarem a visitar-me e aqui vos deixo as imagens dos meus “patudinhos”!!!


quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Giuseppe Arcimboldo

 Giuseppe Arcimboldo nasceu em Milão, no ano de 1527. É considerado um dos mais célebres representantes do maneirismo.

Arcimboldo trabalhou inicialmente com seu pai Biaggio Arcimboldo, artista que trabalhava em afrescos. A partir de 1562 morou em Praga, então capital do reino da Boêmia e hoje da República Tcheca, onde consolidou a sua carreira artística. Serviu na corte de Fernando I e dos seus sucessores, Maximiliano II e seu filho Rodolfo II, grandes mecenas. Arcimboldo foi admirado como artista pelos três monarcas, tornou-se pintor da corte e chegou a ser nomeado Conde Palatino.
Praga transformou-se no século XVI, principalmente por causa de Rodolfo II, num dos maiores centros culturais da Europa, de intensa e diversa atividade cultural e científica. Embora Praga fosse uma Corte católica, os seus monarcas eram de grande tolerância em relação a outras religiões e crenças. Ali conviviam judeus, cristãos e ocultistas. Nesse contexto, as singularidades da arte de Arcimboldo encontraram solo fértil para florescer.
O ocultismo foi uma referência importante para Arcimboldo, como vemos nas suas paisagens antropomorfas - nas quais corpos e faces humanas são sugeridos pela representação dos relevos, das árvores, das pedras, e de outros elementos de uma paisagem - e nas suas séries ligadas à natureza, como por exemplo, nos quadros sobre as estações do ano feitos para Maximiliano II: Primavera, Verão, Outono e Inverno.
Arcimboldo morreu em Milão, no ano de 1593, para onde se retirou depois de deixar Praga e foi quase no fim da sua carreira que pintou o Imperador Rudolfo II como Vertumnus, o deus romano das estações.
Durante a Guerra dos Trinta Anos, quando Praga foi invadida pela Suécia, grande parte das suas obras que faziam parte da colecção do Imperador Rudolfo II, foram levada pelo exército sueco.
A diversidade de possibilidades de interpretação a partir das composições "estranhas" de Arcimboldo é um dos motivos que levaram, durante muito tempo, ao seu esquecimento pelos historiadores. Foi redescoberto quase 300 anos depois pelos pintores do Movimento Surrealista, como Salvador Dali, entre os séculos XIX e XX.
  

Fontes: Wikipedia

E o Outono chegou…




Com a despedida do Verão, o Outono chegou ainda quente e doce como o sabor das uvas perfumadas mas já mostrando um travozinho ácido como o cheiro dos marmelos…
Mas nestes finais de Outubro desvenda-nos já um pouco da sua face invernosa trazendo consigo a chuva intensa e o vento forte que tem soprado nos últimos dias, fazendo as árvores dobrarem-se gemendo, ao sentirem a sua fúria e as folhas rodopiarem como loucas!
O poeta João de Deus num dos seus poemas descreveu assim o destino das pobres folhas caídas:

Folha Caída

“Que fazes tu por aqui,
Triste folha despegada?
“O vento numa rajada
Arrancou de uma chapada
O carvalho onde nasci;
Desde então, seguindo o vento
Na carreira desigual,
Percorro a cada momento
Bosque, várzea, monte, vale;
E ando neste movimento
Sem receio e sem desdoiro;
Vou na onda caudalosa
Que leva a folha da rosa…
E leva a folha do loiro!”

 




Já o pintor Giuseppe Arcimboldo (1527- 1593), de quem farei a seguir uma breve resenha, serviu-se dos elementos da fauna e flora para pintar os seus exóticos quadros sobre as estações (apresento aqui duas delas, o Verão e o Outono), e que tanto furor fizeram na altura.

domingo, 13 de outubro de 2013

Poema de Fernanda de Castro

Um Pássaro a Morrer

 Não é vida nem morte, é uma passagem,
nem antes nem depois: somente agora,
um minuto nos tantos duma hora.
Uma pausa. Um intervalo. Uma viragem.

Prisioneira de mim, onde a coragem
de quebrar as algemas, ir-me embora,
se tudo o que em mim ria agora chora,
se já não me seduz outra viagem?

E nada disto é céu nem é inferno.
Tristeza, só tristeza. Sol de Inverno,
sem uma flor a abrir na minha mão,

sem um búzio a cantar ao meu ouvido.
Só tristeza, um silêncio desmedido
e um pássaro a morrer: meu coração.

Fernanda de Castro, in "E Eu, Saudosa, Saudosa"