quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Ano Novo 2015

Olá a todos,
E cá estamos na última noite do velho 2014 à espera das doze badaladas finais que nos darão entrada imediata no novíssimo 2015, tão bébé ainda que não sabemos bem o que esperar dele.
Mas como todos os bébés, traz-nos logo à nascença a Ternura de um sorriso, a Esperança num futuro melhor e a Alegria pela sua chegada!
A todos os que visitam este blog, obrigado pela Alegria que me dão, desejo que a Esperança nunca se aparte de vós sejam quais forem as dificuldades que possam ter de vencer, e a Ternura faça parte do vosso dia a dia.
Deixo-vos como presente para este Ano Novo que agora começa, um pouco da sabedoria desse grande Homem que foi o Mahatma Ghandi, com um abraço cheio de Paz...



Ensaia um sorriso
e oferece-o a quem não teve nenhum.
Agarra um raio de sol
e desprende-o onde houver noite.
Descobre uma nascente
e nela limpa quem vive na lama.
Toma uma lágrima
e pousa-a em quem nunca chorou.
Ganha coragem
e dá-a a quem não sabe lutar.
Inventa a vida
e conta-a a quem nada compreende.
Enche-te de esperança
e vive á sua luz.
Enriquece-te de bondade
e oferece-a a quem não sabe dar.
Vive com amor
e farás um Mundo melhor.

Mahatma Ghandi





quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Natal 2014

Olá Amigos,

Para todos os meus votos de um Natal muito Feliz, com Paz, Saúde e Alegria e que o Menino Deus vos lance a Sua Bênção!

Um abraço natalício da

Cassandra

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Poemas M. Torga

Natal

Ninguém o viu nascer.
Mas todos acreditam
Que nasceu.
É um menino e é Deus.
Na Páscoa vai morrer, já homem,
Porque entretanto cresceu
E recebeu
A missão singular
De carregar a cruz da nossa redenção.
Agora, nos cueiros da imaginação,
Sorri apenas
A quem vem,
Enquanto a Mãe,
Também
Imaginada,
Com ele ao colo,
Se enternece
E enternece
Os corações,
Cúmplice do milagre, que acontece
Todos os anos e em todas as nações.

Miguel Torga

Natividade – Anita Malfatti

domingo, 21 de dezembro de 2014

Poemas A. Gomes Leal

OS PASTORES

Guardavam certos pastores
seus rebanhos, ao relento,
sobre os céus consoladores
pondo a vista e o pensamento.
Quando viram que descia,
cheio de glória fulgente,
um anjo do céu do Oriente,
que era mais claro que o dia.
Jamais os cegara assim
luz do meio-dia ou manhã.
Dir-se-ia o audaz Serafim,
que um dia venceu Satã.
Cheios de assombro e terror,
rolaram na erva rasteira.
– Mas ele, com voz fagueira,
lhes diz, com suave amor:
«Erguei-vos, simples, daí,
humildes peitos da aldeia!
Nasceu o vosso Rabi,
que é Cristo – na Galileia!
Num berço, o filho real,
não o vereis reclinado.
Vê-lo-eis pobre e enfaixado,
sobre as palhas de um curral!
Segui dos astros a esteira.
Levai pombas, ramos, palmas,
ao que traz uma joeira
das estrelas e das almas!»
Foi-se o anjo: e nas neblinas,
então celestes legiões
soltam místicas canções,
sobre violas divinas.
Erguem-se, enfim, os pastores
e vão caminhos dalém,
com palmas, rolas, e flores,
cordeiros, até Belém.
E exclamavam indo a andar:
– «Vamos ver o vinhateiro!
Ver o que sabe lavrar
nas nuvens, ver o Ceifeiro!
Vamos beijar os pés nus
do que semeia nos céus.
Ver esse pastor que é Deus
– e traz cajado de luz!»
Chegando ao presépio, enfim,
caem, de rojo, os pastores,
vendo o herdeiro d’Eloim
que veste os lírios e as flores.
Dão-lhe pombas gloriosas,
meigos, tenros animais.
– Mas, vendo coisas radiosas,
casos vindouros, fatais…
Abria o deus das crianças
uns olhos profundos, graves,
no meio das pombas mansas
– nas palpitações das aves.
Gomes Leal


Adoração dos pastores - Murillo