Quando te vi
A manhã era clara, refulgente.
Uma manhã doirada. Tu passaste.
Abriu mais uma flor em cada haste.
Teve mais brilho o sol, fez-se mais quente.
E eu innundei-me d’essa luz ardente.
Depois não sei mais nada. Olhei...Olhaste…
E nunca mais te vi. – Raro contraste! –
A madrugada transformou-se em poente.
Luz que nasceu e apenas scintilou!
Deixou-me triste assim que se apagou.
A’s vezes fecho os olhos; vejo-a ainda…
E há tanto sol doirando esses trigaes!
Olhaste, olhei, fugiste… Ai, nunca mais
Nunca mais tive outra manhã tão linda!
Virginia Victorino - Namorados, Portugália Editora – 1924
Manteve-se a grafia antiga do soneto
Uma manhã doirada. Tu passaste.
Abriu mais uma flor em cada haste.
Teve mais brilho o sol, fez-se mais quente.
E eu innundei-me d’essa luz ardente.
Depois não sei mais nada. Olhei...Olhaste…
E nunca mais te vi. – Raro contraste! –
A madrugada transformou-se em poente.
Luz que nasceu e apenas scintilou!
Deixou-me triste assim que se apagou.
A’s vezes fecho os olhos; vejo-a ainda…
E há tanto sol doirando esses trigaes!
Olhaste, olhei, fugiste… Ai, nunca mais
Nunca mais tive outra manhã tão linda!
Virginia Victorino - Namorados, Portugália Editora – 1924
Manteve-se a grafia antiga do soneto
Muito bem! Afinal não é só história! Está muito giro, podes continuar! Também era giro pores coisas de mitologia que nem toda a gente conhece (eu!)
ResponderEliminarTátá
Milinha
Estou a preparar algumas...Não tardam. Obrigado pela visita. Cassandra
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