domingo, 17 de abril de 2011

Santa Engrácia


A 16 de Abril de 303/304 d.C. morria em Saragoça a Virgem Santa Engrácia em consequência do martírio sofrido às mãos de Daciano, Prefeito de Espanha no tempo do imperador romano Diocleciano.
Engrácia era natural de Bracara-Augusta (Braga), filha de uma família rica, que lhe arranjou o casamento com um oficial da Gália Narbonense. Com uma escolta de 16 cavaleiros e a sua criada pessoal, a jovem meteu-se a caminho, mas ao chegar a Saragoça e sabendo a perseguição que Daciano movia aos cristãos, apresentou-se perante este, reprovando-lhe a sua cruel conduta e acusando-o de estar a massacrar o povo.
Apercebendo-se que Engrácia era cristã, Daciano tentou por todos os meios que ela renegasse a sua fé, ao que a jovem recusou. Então, mandou-a prender, açoitar e atá-la a dois cavalos que a puseram numa chaga. Meteram-na depois numa masmorra, arrancaram-lhe as vestes coladas pelo sangue e despedaçaram-lhe o corpo com dentes e unhas de ferro arrancando-lhe o fígado e deixando-a moribunda.
Como mesmo assim não abjurasse Cristo, o Prefeito mandou cortar-lhe um seio tão profundamente que se lhe via o coração. Apesar de tudo, Engrácia mantinha-se milagrosamente viva, pelo que, Daciano manda vir um prego e um martelo e espeta-lho na testa. Depois de a jovem expirar, os seus companheiros são degolados.
Conhecidos como “Os Mártires de Saragoça”, depressa o seu culto se espalhou. Após as invasões árabes, o emir de Córdova, Abd Al-Rahaman (756-788), mandou suprimir o culto das relíquias dos santos mandando queimar os restos mortais venerados nos templos. Por isso, os monges de Nossa Senhora do Pilar que cuidavam dos restos mortais de Santa Engrácia escavaram uma profunda cova e meteram lá os sarcófagos da Santa e dos seus companheiros.
Em 1589, por ocasião de obras de restauro na igreja, os sarcófagos foram descobertos de novo.
A Infanta D. Maria, filha de D. Manuel I e irmã do rei D. João III, era uma grande devota desta Santa, de quem possuía uma relíquia e resolveu dedicar-lhe uma igreja da qual já nada resta. Em seu lugar está hoje (depois de muitos percalços cuja história vale a pena conhecer), o Panteão Nacional, ou Panteão de Santa Engrácia, de que falarei a seguir.

Fontes: Lisboa Misteriosa – Marina Tavares Dias
Wikipedia.org
Imagem:santoral-virtual.blogspot.com

2 comentários:

  1. Agora sinto mais orgulho ainda do meu nome!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. E faz bem...Sinto-me contente por ter contribuído para isso, com o meu artigo.
      Um abraço

      Eliminar